Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Dia a Dia

A nossa vida mudou muito com a chegada da Adriana. Acabou-se o descanso. É verdade, nunca me senti tão cansada na minha vida, nem quando queimava as pestanas a estudar para os exames da faculdade, mas é certo que também nunca me senti tão feliz.

O Paulo, que antes era um deixa andar, estava mais responsável que nunca. Ter um bebé fez-lhe bem, mas há que ter atenção aos exageros. E foi isso que lhe aconteceu. Ele andava constantemente preocupado com a Adriana. Quase nem dormia, andava sempre a espreitá-la. Qualquer barulho que ela fizesse aí ia ele. Eu , embora fosse mãe de primeira viagem, estava mais á vontade.

Acho que quem teve a depressão pós parto foi o papá e não a mamã.

O umbigo da Adriana caiu logo ao 4º dia de vida - que rapidez.

O dia-a-dia da Adriana era dormir e comer e claro dar uns passeiozinhos. Disseram-me que era maluca por sair com a bebé que nem 1 mês tinha. Não concordo, ela tinha que se habituar ao novo ambiente, e tinha que aproveitar o solinho. Se não se habitua a sair enquanto há sol, como é que vai ser depois quando sair com o frio - contipa-se logo.

Durante o primeiro mês a Adriana mamou sempre de noite, por vezes eramos nós que a acordávamos. Explicaram-nos que durante o primeiro mês de vida os bebés devem de comer, pelo menos, de cinco em cinco horas, por causa da hipoglicémia.

Ela até era boazinha, comia e dormia. Isso é que é bom. 

Se antes da Adriana nascer nunca tinhamos visitas, agora andavamos sempre com pessoas em casa. Nós gostamos de receber visistas, embora ás vezes estavamos mais era com vontade de dormir, mas pronto....    

Fomos ao pediatra e o médico de família - a bebé está bem.

Íamos todas as semanas ao peso no Centro de Saúde - e aí começou as ralações. Houve uma altura que Adriana perdeu peso, e outras que manteve. Comecei a pôr na cabeça que o meu leite não era suficiente para alimentá-la. A enfermeira disse para eu não pensar nisso e disse também " Tem que pensar que o seu leite é o melhor, se pensar que não é suficiente, aí é que não é mesmo". 

O que é certo é que na altura de mamar a Adriana fazia grandes gritarias, até podia ser cólicas mas também podia ser fome. MAS O QUE É QUE EU PODIA FAZER?????

As avós da Adriana também não ajudavam muito: "Olha que ela tem fome"; "Ai! Como chupa nos dedos - tem fome"; "Ela chupa muito a chucha - tem fome" ........... - Eu já não podia ouvir ninguém com a história da fome.

publicado por famíliateixeira às 15:29

link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. E quase 3 meses depois......

. Das festas de fim de ano ...

. O Papá

. Festas de Fim de Ano

. Da Joana

. As festas já se passaram....

. Hoje e Amanhã,

. A Adriana

. No Domingo á noite

. O Papá cá de casa...

.arquivos

. Setembro 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds